NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SINDICATO NACIONAL DOS PROCURADORES DA FAZENDA NACIONAL  -   SINPROFAZ 

                        O SINPROFAZ vem a público esclarecer que na Assembléia Geral Ordinária (AGO) da Categoria, realizada em Brasília, em 21 de março de 2006, houve a seguinte deliberação, item 7 da Ata da referida Assembléia, registrada em Cartório: 

7) Entrega de cargos: aprovação de recomendação de que seja realizada a entrega dos cargos de chefia em prazo a ser fixado pelo Comando Nacional de Greve, mediante abaixo-assinado dos Procuradores de cada unidade, por 260 votos a favor, 33 contrários e 41 abstenções.   

                        Como se constata, a entrega de cargos em comissão, exercidos por Procuradores da Fazenda Nacional no âmbito da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), movimento coordenado pela entidade sindical, prende-se à decisão soberana da Carreira, tomada em sede de AGO, de março de 2006, motivada como forma  -  última  - de pressão em face do tratamento salarial vexatório dispensado pelo governo aos Procuradores da Fazenda Nacional que no ano de 2005 arrecadaram a expressiva quantia de nove bilhões de reais, mesmo com número reduzido de Procuradores e condições estruturais precárias. Entende a Carreira que os valores pagos atualmente não correspondem às elevadas atribuições institucionais da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. 

                        Embora o novo Procurador-Geral da Fazenda Nacional encontre resistência em parte da Carreira, o SINPROFAZ mantém-se como sempre aberto ao diálogo, estabelecendo, porém, como condição ABSOLUTAMENTE INEGOCIÁVEL qualquer tentativa de unificação das Carreiras que compõem a Advocacia Pública Federal, em face das peculiaridades das atividades exercidas, ao longo dos anos, pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A Carreira tem como posição pacífica, firme e inegociável a necessidade de manutenção da especialidade no âmbito da advocacia pública, porquanto relevante ao funcionamento da defesa judicial e extrajudicial da União.

 

                        Brasília, 25 de maio de 2006 

                        João Carlos Souto
                        Presidente do SINPROFAZ